Durante muitos anos e até hoje, os psitacídeos são vítimas de contrabando que não só abrange o mercado nacional, mas também o internacional. Estima-se que 12 milhões de animais silvestres são retirados todo ano das matas brasileiras. Atualmente, essa prática representa o terceiro maior tráfico no mundo, perdendo, perdendo somente para o de drogas e de armas. Países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Bélgica, Japão, França, Inglaterra, são os maiores compradores. Especialistas que atuam na repreensão ao tráfico de animais, calculam que U$ 10 bilhões de dólares / ano são arrecadados com essa prática ilícita. De cada dez animais capturados na nossa fauna, nove morrem antes mesmo de chegar ao seu destinatário final, muitas vezes vítimas de maus tratos, escondidos dentro de tubos de PVC ou com alimentação inadequada. Ao contrário do que se pensa, o tráfico de animais silvestres é o segundo maior fator para o empobrecimento da nossa fauna, sendo que o primeiro colocado é a devastação das nossas florestas tropicais. E se tratando de psitacídeos, eles sempre exerceram grande fascínio ao homem, uma vez que essas aves apresentam características, incomum em outros animais como, por exemplo, a capacidade de reproduzir a fala humana, bom humor, inteligência, sentimentos próprios e infinita diversidade de cores. Um exemplo mais recente que ilustra a situação precária da nossa fauna é a Ararinha-Azul (Cyanopsitta Spixii), uma ave considerada extinta na natureza, existindo atualmente somente 29 exemplares vivendo apenas em cativeiro em todo o mundo.
